5 de nov de 2017

Viajar sozinha - Minha experiência



Quando contei para as pessoas que ia viajar para Argentina sozinha, muitas me chamaram de louca.  No início eu não estava com medo, mas depois de ouvir de tantas pessoas que era loucura em fazer a primeira viagem internacional sozinha, eu comecei a acreditar. Mas ainda assim eu não deixei esse medo me dominar. Terminei de organizar o roteiro e no dia 13 de Outubro embarquei pra melhor e maior aventura da minha vida. 

E eu não estou exagerando quando falo que foi uma aventura. Eu não falo nem o básico do espanhol, então estava em uma terra diferente, ao qual eu não falava o idioma e o máximo que sabia eram de pesquisar que eu fiz na internet. Resultado disso tudo? Uma experiência que eu não sei nem por onde começar a dizer o quanto transformadora foi. 

Uma das coisas que eu vou recomendar para todos que deseja se arriscar assim é, hospede-se em um Hostel, uma das melhores escolhas que fiz, no meu primeiro dia na Argentina eu já fiz amizade com uma moça Espanhola de Madri que estava no mesmo quarto que eu. Mesmo nos entendendo com dificuldade, ela com muita paciência, eu com muita mímica, Maria foi umas das principais companhias que tive nos dias que passei em Buenos Aires. E que companhia, ela é muito experiente em viagens solo, então me ensinou muita coisa, que sem dúvidas me deixará mais esperta para os próximos roteiros que estou montando. 

Então vamos lá, o objetivo desse post e falar o porque é tão bom viajar sozinha, então vou listar alguns dos benefícios que eu observei. 


 Auto-conhecimento 

E eu estou falando muito sério, por mais clichê que possa parecer, quantas vezes na sua vida você ficou completamente sozinha e se descobriu? Em um lugar distante de todas as pessoas que você conhece, de toda a sua cultura, de tudo o que lhe é cômodo, você se descobre. Eu me descobri de verdade, quem é a Daiana longe dos olhos dos outros, quem é a Daiana por dentro e por fora. Então viajar sozinha é uma auto descoberta fantástica.


 Se virar sozinha

Eu sou muito independente no meu dia a dia, sempre fui, então achei que não teria muitas surpresas quanto a isso. Besta eu fui, eu tive que me virar como eu pude, os poucos dias que Maria ficou comigo em Buenos Aires eu meio que me acomodei a experiência dela e claro ao espanhol que ela falava, então no taxi era ela quem falava o destino, no restaurante era ela quem lia o cardápio e me explicava pacientemente. Só que Maria dos sete dias que fiquei lá ela só ficou três. Resultado disso, um mini surto o dia que ela partiu.  E eu não estou exagerando não, lembro que levantei, fui ao banheiro e olhei pro espelho e pensei "E agora", me arrumei a saí para tomar café na esquina do hostel, e no caminho pensei, "Calma, você veio aqui sozinha, então coloque seus planos em ação". e foi o que fiz, anotei o endereços que estava querendo ir, falei um "portunhol" muito louco e cheio de mímica com todos que encontrei e deu muito certo, resultado disso, aprendi muita coisa em espanhol e nos últimos dias estava com muita facilidade em entender todos e fazer ser entendida. 

Essa é Maria, a minha salvadora dos primeiros dias... rs 




 Se aproximar de pessoas

Quer aprender mesmo a puxar assunto e se aproximar de pessoas? Viaje sozinha e fique em um Hostel, a verdade é que sentimos falta de nos comunicar, em outro país até aquela conversa de fila de banco, ou de ônibus que tanto detestamos aqui é bem vinda. Mas o bacana mesmo é que não é só você nessa vibe, vai sobrar gente perguntando de onde você é, querendo conhecer um pouco mais da sua cultura, e você claro querendo conhecer a dos outros. Mais uma vez, Hostel é um encontro de pessoas do mundo todo, eu tive contato com Argentino, Chileno, Peruano, Espanhol, Francês, Americano, Mexicano... e todo mundo com a mesma vontade de se entender, de se conhecer, o google tradutor é uma ferramenta apaixonante.. rsrsrs

Algumas das pessoas que conversei no Hostel... cada um de uma parte do mundo, que louco né ? 



 Patriotismo 

E pra finalizar, porque se não esse post fica enorme, uma das coisas que aprendi é ter amor ao meu País, nós brasileiros no geral, não somos um povo patriota, reclamamos muito, com razão as vezes, da nossa politica, do nosso povo, das nossas origens, o povo Argentino é patriota por de mais, e onde você vai existe uma bandeira do País esticada. A verdade é que voltei de lá com um amor muito grande por nossas terras, principalmente no meu caso pelo Rio de Janeiro, como somos adorados no exterior, como as pessoas do mundo todo adoram nossas praias, nossa comida, nosso carnaval, somos referência mundial em povo "caliente", receptivo e feliz.  E esse curto tempo que passei fora de nosso solo, eu voltei com um amor que eu nunca senti pelo meu País, pelo meu estado.Temos infinitos problemas, isso eu não discordo, mas também temos infinitas belezas e referências culturais que torna o brasileiro ÚNICO. 

Vista aérea do meu Rio de Janeiro, Aeroporto Santos Dumont, só pra me lembrar a felicidade que foi ver a minha cidade de cima pela primeira vez. E a felicidade maior ainda que foi voltar, com tantas novidades e com uma bagagem de experiências maravilhosas. 




Espero que tenham gostado do post. Se já viajou solo e tiver alguma experiência conta pra mim aí nos comentários. Domingo que vem vou começar os posts com as dicas de Buenos Aires, se tiver alguma pergunta pode fazer também, vou preparar com muito carinho.  Um beijo e até mais! 



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