29 de jun de 2014

Uma prisão chamada trabalho

E depois de uma leitura muito longa e proveitosa no blog do mês, já falado aqui anteriormente, trago mais uma vez minha humilde opinião com relação ao trabalho, comum, árduo e cansativo. Quem me segue aqui Com frequencia já deve ter percebido que esse assunto anda bem recorrente, o ultimo texto sobre o tema, meio que um desabafo chamei de  Gaiola social, agora novamente venho trazer a questão. Lendo essa magnifica matéria do Blog Papo de Homem sobre Prisão trabalho, conclui que meu sentimento não é isolado e que muitas pessoas pensam da mesma maneira.

Escrevendo textos


Sem palavras para descrever o quanto gostei desse  trabalho, resolvi fazer esse post , pois à muito tempo penso da mesma maneira que o autor Alex Castro, e diversas vezes discordo dessa prisão que nós mesmos nos colocamos trancafiados.

Uma vez, nem faz tanto tempo assim, falei para uma amiga que eu estava pedindo demissão do meu emprego, não aguentava mais as horas que passava presa no escritório, perdendo os dias ensolarados, as corridas matinais na beira da praia. As horas consumidas pelo meu trabalho era em torno de doze todos os dias, contanto do horário que eu acordava para me arrumar, até o horário que eu levava no transito voltando para casa,  me estressando diariamente ao ponto de adoecer. Minha amiga sem hesitar, até mesmo como uma reação imediata me chamou de "louca". -"Sua louca, o que você vai fazer da vida depois que ficar desempregada?" Não tive nenhuma resposta de imediato, pois eu achei tão diminuta a concepção dela sobre a vida, que fiquei sem argumentos. Todavia, depois de muito pensar em um almoço de domingo, eu fiz um belo discurso, talvez até um pouco ofensivo para quem não tem a mesma coragem que eu, mas vou te contar, foi libertador dizer todas as palavras.


Minha VIDA não se resume em uma sala trancada com ar condicionado e um computador, eu sou mais que tudo isso, muito mais, a vida é curta e eu quero curtir tudo o que dela tem de bom e eu não vou conseguir isso passando oito, nove ou dez, horas por dia trabalhando para realizar a meta financeira e os sonhos dos outros, não vou jamais doar toda a minha energia vital pelos míseros reais que são depositados na minha conta ao final de cada mês. Você acha que essa miséria paga o tempo que fiquei longe da minha família? Os filmes que perdi na TV? Os textos produtivos que eu poderia estar escrevendo.. não , não pagam. Louco é quem tem a coragem de resumir suas VIDAS e diminuí-las ao ponto de que sua existência seja em função da existência de outras pessoas extremamente capitalistas. Eu quero ser livre, quero ser louco, se essa é a definição para felicidade e para viver só para mim e por mim.


Me senti aliviada com todas essas palavras e com todos os olhares de reprovação em minha direção. Uma semana depois vi em uma rede social a mesma amiga que me criticou postando inocentemente sua vida de escravidão camuflada, disse que estava cansada, mas feliz, eram 21:00 horas de uma sexta feira, dia de fechamento no trabalho e com metas para atingir. Ironia do destino não? Quando as pessoa vão acordar e perceber que não ganharam nada significativo em troca com essas metas que empresas capitalistas e doentias nos impõe?  Enquanto isso eu recebia um telefonema com a proposta de trabalhar com o que eu mais gosto, escrever, sabe, bater metas que realmente me interessam, metas pessoais, fazer o que realmente vai me trazer paz de espirito e felicidade.



Mesmo insatisfeitos existem pessoas que não são capazes de mudar. Já eu, sou uma metamorfose ambulante (como dizia a música do Raul Seixas.... Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...) que nunca jamais será alguém adepto do conformismo e comodismo.  E o resto? o resto se ajeita com o tempo, da maneira que tem de ser.


4 comentários:

  1. Daiana Azevedo Paulo muito bom seu texto... Vc disse tudo o que eu sinto ..... Parabéns :)

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    1. Obrigada Pri, é recompensador escrever e ver que as pessoas se reconhecem em meus textos. Obrigada pela sua visita . Volte sempre .

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  2. Você me descreveu rsrs. Não estou cuspindo no prato que eu como,mas não pretendo ficar no meu emprego atual por muito mais tempo. Agradeço pelas oportunidade que ele me deu,mas ja chegou o momento em que preciso dizer adeus.

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    1. Olá Susany, não é cuspir no prato mesmo não é só uma questão de saber que tudo na vida tem limite sabe, a vida modifica diariamente e não podemos ficar presos muito tempo em um lugar só, nossa alma precisa de novos ares . rsrsrs Obrigada pela sua visitinha minha querida . Beijos

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