21 de jun de 2014

Competição silenciosa - Um texto sobre o fim de amizades

Que toda mulher compete, isso todos já estão cansados de saber não é mesmo? o problema é quando isso se torna um problema. 

Alguns anos atras eu estava passando por muitas mudanças bruscas na minha vida, alguns perrengues matrimonial, alguns financeiro e foi nesse momento que conheci uma de minhas melhores amigas. Até então nos dávamos muito bem, conversávamos sobre tudo, e eu ficava feliz por ela estar em um momento bom na vida e não estar passando pelas mesmas coisas que eu. Ouvi sempre atentamente à todas as maravilhas da vida conjugal dela, da vida financeira, das viagens, enfim de tudo sem sentir nem um pingo de inveja. Juro. Mas é como dizem, tem muita coisa que é apenas aparência.



O problema foi quando a minha sorte girou, pintou e desenhou poas.  porque na vida todos nós temos os autos e baixos, e hoje graças a Deus eu estou a caminho das minhas tão sonhadas nuvens. Olha que não foi fácil, então tudo é mais do que merecedor e minha amiga mais do que ninguém acompanhou isso tudo.

O problema é que toda essa mudança positiva na minha vida gerou em nossa amizade, na verdade eu nem sei como e nem de onde, uma competição silenciosa.  Observei isso quando os meus dias e assuntos deixaram de ser aqueles melancólicos e de baixo estima e se tornaram só coisas boas, novidades e alegrias, sonhos se realizando. Só que eu entendi que nem todo mundo consegue lidar com a felicidade dos outros e deixam a inveja transparecer em forma de competição.

Isso mesmo, coisa feia de se admitir, mas a minha amiga começou a competir comigo ao invés de apenas torcer e ficar feliz por minhas conquistas começou a fazer comparações com as dela. 

Sabe de uma coisa? O melhor a fazer é bater aquele papo bem honesto, mas nem sempre temos coragem ou energia  para isso. Minha atitude até hoje e ter se tornando uma boa ouvinte, tenho medo de falar, não quero mais contar a ultima, apenas ouvir, ouvir e ouvir. De uns tempos para cá parei de ouvir e apenas escuto as palavras passarem pelos meus ouvidos e irem até o meu cérebro de forma automática, que para ser sincera em alguns meses vai resolver parar de codificar as palavras que ela profere. 

Aí sim será o fim da Pinhata cheia de fluflu que ela nunca viu, ouviu e eu cansei de falar.



Postado por: Daiana de Azevedo de Paulo
Categoria: Textos 

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