8 de mar de 2013

Dependência doentia de você


Eles estão em uma fase em que muitas das palavras já não precisam ser ditas, mensagens de texto nem sempre precisam ser respondidas, existe certa segurança, uma segurança que só o tempo pode proporcionar, junto disso uma dependência louca um do outro.




























Ela está sozinha, dentro de um quarto em sua pequena casa de condomínio defronte á uma praia de ondas revoltosas, nem tão paradisíacas assim, poderia até parecer, quando alugaram aquele cantinho para recomeçarem a vida, mas agora isso tudo já não tinha mais tanta graça.
Deitada na cama com sua gatinha de estimação que ficava olhando para o travesseiro dele ao lado, enquanto isso a felina esperava que á qualquer momento seu dono entrasse pela porta, mas ela se enganava se achava que isso aconteceria, ainda faltavam alguns dias.


Como já dito, existia certa dependência entre eles, ao entrar em casa ela sentiu falta da voz á chamando de princesa, voz esta às vezes estridente com brincadeiras quase que ininterruptas, sentiu saudade do cheiro do corpo dele, um cheiro exclusivo, algo que não era proveniente dos caros perfumes que usava,  parecia que vinha de seus poros , um cheiro suave , masculino, excitante, que apenas ele tinha, parece exagero mas ela tinha a certeza que apenas ele tinha .




























Ouvia “Duffy – I m scared”, música desconhecida para as pessoas de sua idade, na verdade nunca ouvida se não em sua casa, seus pensamentos estavam á mil, ouvia a canção com certo aperto no coração e ao mesmo tempo pensava no porque da protagonista do seu livro falecera no final, ficava imaginando a cena descrita pelo autor quase que em sequência, desde que a leu no ônibus á caminho de casa.   


“... A primeira e uma fotografia dela aos nove anos de idade, de maiô vermelho, em uma praia que não consegue lembrar onde fica, em Filey ou talvez em Scarborough. Está com os pais, que a posicionam na direção da câmera os rostos queimados de sol deformados pelas risadas.

Depois pensa e Dexter, se protegendo da chuva na escada da casa nova, olhando impaciente para o relógio. Ele vai se perguntar onde estou, pensa. Vai ficar preocupado. Então Emma Mayhew morre, e tudo o que ela pensou ou sentiu se desfaz e desaparece para sempre ...“ 


Um dia – David Nicholls -  pág. 284.  


Ela chorou ao ler essas linhas, um choro descontrolado, sentia as lágrimas quentes escorrendo á todo momento na superfície de sua face lisa e bem maquiada.



























Depois de algumas horas ela percebeu que deveria dormir, afinal era apenas uma terça feira, a primeira do mês de março e a papelada do escritório á esperava no dia seguinte, se fossemos práticos e diretos ela nem poderia estar pensando nele, no cheiro dele, na boca dele, nas mãos grandes e macias, na pele cheirosa, Ah! Aquela pele cheirosa.





3 comentários:

  1. Adorei o texto, as fotos ilustram ele muito bem *-*
    Beijos ♥

    Louca Indecisão

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    Respostas
    1. Que bom que gostou meu amor, é sempre procuro colocar as que ficam de acordo com o que estou escrevendo, fica bacana não é mesmo?

      Um beijo e volte sempre .

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  2. Muito bom seu textos, as fotos ilustram ele muito bem!
    Beijos ♥

    Louca Indencisão

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